Acabaram os esconderijos! A Lei 12.527/2011 já vigora!

A lei que já está em vigor assegura para qualquer pessoa [Artigo 5º, XIV da Constituição Federal de 1988] o direito fundamental de acesso às informações do governo federal, do governo estadual e do governo municipal, de suas fundações, autarquias, sociedades de economia mista e outras empresas estatais. Vale para os poderes executivo, legislativo e judiciário e também para o Ministério Público e entidades sem fins lucrativos que recebem verbas públicas.

Acesse: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm

Mais um livro de Claudio Guerra que vai ser apresentado pela Comunidade-RN no Porto do Roçado em data a ser marcada.

Obra: Pequenas histórias do neoliberalismo; Autor: Claudio Guerra; Edição: O baú de Macau – Editora e Artes, Imperial Casa Editora da Casqueira e Comunidade- RN, 2012 – Natal [RN]

É um pequeno livro com 76 páginas. São 9 pequenas histórias que  foram escritas entre 1996 a 2003. Não que as lembranças são boas. São terríveis. Arrocho salarial, privatizações, desemprego, exclusão social, o desrespeito aos que procuravam atendimento no  INSS e na rede pública de saúde; pesquisa quase dizimada e universidades a pão e água: educação relegada a um plano secundário; os salários perderam poder de compra e os trabalhadores perderam direitos. Bem, neoliberalismo é o capitalismo na sua forma mais cruel, hoje estraçalhando a vida dos nossos irmãos europeus.

O autor

200 anos 200 histórias dos funcionários do Banco do Brasil

Do amigo Professor David Leite recebi o amável presente e assim que “bati o olho” na capa me veio a lembrança do BIP, o Boletim de Informação ao Pessoal, cuja característica marcante eram as ilustrações de traço retilíneo. O livro é uma seleção de textos escritos pelos funcionários do Banco do Brasil e que eram publicados no boletim. São histórias trágicas e cômicas acontecidas pelo Brasil afora e narradas pelos funcionários do BB. Por 23 anos trabalhei no Banco do Brasil, nas regiões Sudeste e Nordeste e pude verificar o quanto o Banco do Brasil é importante numa comunidade. Até a década de 90 o Banco do Brasil tinha um perfil mais de fomento e valorizava muito seus funcionários e as pequenas empresas cresciam sob sua orientação. O neoliberalismo mudou o rumo do BB e hoje as taxas de juros e as tarifas são as maiores do mercado financeiro mundial e só o lucro comanda suas ações.

De Claudio Guerra para o baú de Macau

Inestimável colaboração do Professor [UFRN] e pesquisador João Felipe da Trindade

Sabíamos de O Macauense pela indicação no livro A Imprensa periódica no Rio Grande do Norte de 1832 a 1908, de Luiz Fernandes  reeditada em 1998 em coedição da Fundação José Augusto e do Sebo Vermelho de Abimael Silva, que faz a reedição de obras fundamentais do Rio Grande do Norte. No Um Rio Grande e Macau, trabalho exponencial de Getúlio Moura e que já pede nova edição, na página 334 temos mais informações sobre O Macauense, informando sobre uma coleção do jornal em microfilme no Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. Era só o que sabíamos. Agora, recebemos do Professor e Pesquisador João Felipe da Trindade o e-mail que descortina admirável material que enriquecerá o baú de Macau. Transcrevemos o e-mail de agradecemos imensamente o Professor Felipe por mais essa inestimável colaboração.      Da equipe do baú de Macau

 

O endereço abaixo é uma riqueza. Alguns jornais de todo o Brasil, que não existem mais, estão bem digitalizados. Um deles é O Macauense, com informações a partir de 1886. Era um bom Jornal comandado por Elias Ferreira Souto. Muitas informações de Macau daquela época são retratadas no Jornal. Foi lá que encontrei mais uma tia, Izabel Martins Ferreira, irmã  do meu bisavô Francisco Martins Ferreira e filha do Major José Martins Ferreira e Dona Josefina Maria Ferreira. Era a notícia do seu falecimento lá em Cacimbas do Vianna. Há muitas notícias das chegadas e saídas de embarcações. Tem a chegada de volta para Macau dos filhos do finado João Rodrigues Ferreira, que tinham ido para Recife depois da tragédia do Rosário. Notícia sobre o fundador do Alto do Rodrigues, Joaquim Rodrigues Ferreira. Notícias sobre Vicente Lemos que morou por lá, sobre Manoel Barata, sobre os Pinto Martins, sobre a morte de Maria Lunga.

A Biblioteca Nacional está dando um show de tecnologia. Vamos aproveitar. Conheça o Brasil antigo sem sair de casa.

http://memoria.bn.br/doctest/default.aspx

Contrapontos pela Sarau de Letras

Mais um lançamento da editora Sarau de Letras dos amigos Professor David Leite e Clauder Arcanjo. A editora mossoroense  prima por qualidade gráfica e conteúdo. Desta vez  com o livro Contrapontos – Reflexões a partir da vida em rebanho, de Antônio Alvino da Silva Filho. São crônicas publicadas nos jornais de Mossoró e agora reunidas em  livro.

Um prédio e seu destino [3]

Foto de autor não identificado, decada 1980, Prédio de Amaro do Vale, arq. desconhecido

Quantos sonhos abrigou o prédio mandado construir na década de 1930 por Quincas do Vale, o Joaquim Marcelino do Vale? Contam que ele, autodidata, foi dos primeiros a estudar e divulgar a doutrina espírita em Macau num período difícil para novas idéias políticas ou religiosas que fossem contrárias ao cristianismo do Vaticano.  Das lendas, contam que Quincas do Vale tinha uma capacidade ímpar de adivinhar o que os fregueses queriam comprar e quando estes chegavam na sua loja, a mercadoria já estava até embalada aguardando o comprador.  Lenda ou não, parece que a capacidade de Joaquim do Vale para o comércio era grande. Foi pioneiro e inovou várias atividades comerciais na cidade.  E continuando o que funcionou naquele prédio, mesmo que por pouco tempo, o Professor Sebastião Maia [Tião Maia], lembrou-se que na década de 1960, o Grupo Escolar Duque de Caxias mudou-se para lá quando o prédio da rua da Frente começou a desmoronar. O depoimento das professoras Hilda Paiva e Terezinha Bezerra confirmam o fato. Dona Hilda lembra-se que a Diretora era Dona Lourdes Ferreira e que o dono do prédio nessa época era Amaro do Vale.

Foto Seu Santos, década 1960, o Duque em ruínas, arq. Professora Anaíde Dantas

Diz a professora Terezinha Bezerra que dava aula para a 5ª série no terceiro pavimento, a pequena torre que ficava na parte central do prédio. Recorda-se da escadaria estreita  e que as aulas iam das 16 horas às 19 horas e quando as nuvens [as  torres] de chuvas começavam a se elevar anunciando o temporal, as aulas eram dispensadas porque temiam pela segurança das crianças. A professora Terezinha Bezerra  lembrou-se que funcionaram ali  em épocas diversas, décadas de 1960/1980, uma  joalheria de Soares, um depósito do comerciante  Mafaldo e uma boutique de Iracema.

De Claudio Guerra para o baú de Macau

O torturador é um tarado!

Monumento em Recife, Tortura Nunca Mais!

A frase é do Presidente do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Carlos Ayres de Brito que disse: ”O torturador não comete crime político nem de opinião. Ele é um monstro, um desnaturado, um tarado … Ele experimenta o mais intenso dos prazeres diante da mais intensa dor.”   Em Macau muitos foram presos e torturados porque lutavam pela democracia e por uma vida com dignidade para todos. As marcas da prisão e tortura não ficaram só nos macauenses presos e torturados, ficaram também nas suas esposas, nos seus filhos, nos seus pais, nos seus irmãos, nos seus  parentes e nos seus amigos.  Em Macau muitos foram torturados para informar sobre um depósito de armas que nunca existiu. Nunca houve o esclarecimento desses fatos horripilantes, Quase todos os outros países onde houve prisões e torturas de patriotas, uma comissão apurou e esclareceu os fatos. No Brasil, ainda que tardiamente a Comissão da Verdade vai apurar os fatos.  A Presidenta Dilma nomeou os 7 membros da Comissão da Verdade, são eles  Cláudio Lemos Fonteles, ex-procurador-geral da República; Gilson Langaro Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ); José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça; o jurista José Paulo Cavalcante Filho, a psicanalista Maria Rita Kehl, o professor Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro, que participa de missões internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) e a advogada Rosa Maria Cardoso Cunha. Todos foram escolhidos a partir de critérios como conduta ética e atuação em defesa dos direitos humanos. A Comissão da Verdade que será instalada no próximo dia 16 não é de governo, mas de Estado e por isso contará com a presença de todos os ex-presidentes pós-ditadura. Durante dois anos a Comissão da Verdade vai ouvir depoimentos, requisitar e analisar documentos que ajudem a esclarecer as violações de direitos humanos.

Ninguém vive feliz se não puder falar

08/05/2012 | Opinião Instituto Telecom 

Se você é a favor da liberdade de expressão para todos, do acesso universal à banda larga de qualidade, do fomento à tecnologia nacional, do fortalecimento das rádios e TVs comunitárias, da proibição de que políticos sejam donos de meios de comunicação, da garantia da produção e veiculação de conteúdo nacional e regional e do respeito e proteção aos direitos fundamentais do adolescente e da criança na programação da grande mídia, talvez ainda não tenha percebido, mas você é a favor da regulação da comunicação. Ou seja, de um novo Marco Regulatório das Comunicações, único meio de garantir o direito à voz para todos. Acesse:

 http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=789897

Sugestão do baú de Macau para os candidatos a prefeito e vereador de Macau

 

 

 

A Constituição da Republica Federativa do Brasil, você conhece?  É fundamental que os candidatos conheçam também a Lei Orgânica do Município de Macau, além dos Códigos municipais e a demais leis do município.  Aliás, seria muito bom uma sabatina com todos os candidatos a respeito do assunto.  

Leia mais em:  

http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7088:editorial030512&catid=27:editorial&

Em Macau, na Praça da Conceição, Royal Cinema e boas recordações

Foto de autor não identificado, década 1950, à esquerda o sobradinho de Dona Albertina Melo, foto postado por Helder Marques no Cyber-Macau em 2012

As lembranças foram avivando durante uma conversa com a Professora Terezinha Bezerra. Disse-me ela que nos sessenta costumava ir com as amigas, à tardinha, até a Praça da Conceição ouvir Albertina Melo ao piano. Albertina morava num sobradinho na Rua São José, esquina com o Beco da Matriz e frequentemente brindava os que estavam na Praça da Conceição, naquelas tardes evanescentes, com Royal Cinema de Tonheca Dantas, essa valsa harmoniosa com o condão de nos levar à Nirvana.  O piano, Albertina vendeu anos depois para o médico Doutor Amaury que presenteou sua mulher, Maria do Socorro, filha do mestre Avelino, que por muitos anos foi o maestro da Banda de Música de Macau. Royal Cinema ficou encravado nas minhas memórias de Macau por dois motivos. Ouvi-a pela primeira vez em manhã de domingo em que todos os macauenses estavam recolhidos aos seus cultos. Chegara a pouco em Macau e morava numa casinha agradável na São José alugada a Mariquinha, recuada, com varandinha e um pé de cajá.  Eu cruzava o largo do Mercado Velho, à época abandonado e que o espírito zombeteiro do macauense chamava  de Gabiruzão,  quando ouvi um saxofone límpido com as notas belíssimas de uma valsa com sabor de Amarcord e sentei-me no meio fio e fiquei a ouvir e recordar.  Algum tempo depois, em manhã prometendo dia claro, tive novamente a sensação de Amarcord.

Foto Clarissa Guerra, 2010, Barreiras, arq. o baú de Macau

Dormira pela primeira vez na casa que mandara construir em Barreiras às margens do Atlântico, na restinga luminosa de praia, mangues e gamboas e imaginava sonhando ao ouvir aquela valsa ao longe, belíssima.  Alguém de muita sensibilidade abria os domingos com Royal Cinema do alto da torre da igrejinha de São Sebastião, anunciando o culto religioso. Belas lembranças. Mas o que eu não sabia era que Royal Cinema tinha letra. Isso só fiquei sabendo agora em 2012, quando Dona Hilda Paiva, 96 anos, Mal de Parkinson e outras doenças, recordou uma boa parte da poesia à altura da música, que de acordo com a pesquisadora Leide Câmara [Dicionário da Música Potiguar]é do poeta Joaquim Bezerra Júnior.  De Claudio Guerra para o baú de Macau

A poesia de Bezerra Júnior para Royal Cinema [Conforme lembrado por Dona Hilda]

Anjo do céu flor de minh’alma /  Porque me deixas no deserto, amor / Vivo,  chorando entre ruínas,  / exposto ao dissabor,  de sua ausência atroz,  / eu fico a soluçar.

Ai do pranto que derramo, / Jamais teu pobre gaturando vai / Gemer o astro dos meus sonhos

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Refrão:   Vai sorrindo /  Me dizias / Oh!  meu astro / de poesia / Só a morte / roubará / nosso amor / nosso amor /  que será

Mas o tempo / foi passando / para o nosso / amor constante / entre as luzes / do martírio /

me deixastes / me deixastes.

Acesse e veja dois filmes de Royal Cinema no Youtube, o primeiro Dona Hilda cantando  e o segundo a magistral interpretação de Dionizio Lima no saxofone.

http://www.youtube.com/watch?v=GZF14bqCHZE

http://www.youtube.com/watch?v=6mpcFONnnlU&feature=related