|  | O baú de Macau | |
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Almanak de Macau – 1909 – Adalberto Amorim – Typografia Comercial – Macau[RN] Edição fac-similar de 1999 – co-edição Sebo Vermelho e Imperial Casa Editora da Casqueira. Edição com prefácio do escritor macauense Vicente Serejo.
“Porque publicamos o Almanak Arrostando com força da vontade, pelo muito amor que votamos a nossa terra, o infifferentismo esterilisador do meio em que agimos, atiramos ao mundo das letras o parco subsídio do nosso trabalho. Seja elle que vá affirmar bem alto o nosso devotamento pelas letras de nossa extremecida terra. Que a crítica imparcial e sincera aponte os defeitos, incitando-nos ao aperfeiçoamento da obra que começamos à força de muito sacrifício, no seu julgamento franco e justiceiro. Concorrer com o nosso esforço para a aperfeiçoamento intellectual do nosso meio, tal foi a intenção que nos guiou à publicação de um almanak, modesto e despretencioso, fructo do nosso minguado cultivo intellectual. Em 1897, data o Rio Grande do Norte, o seu primeiro almanak, trabalhado com proficiência por dois dos nossos illustres conterrâneos, em cuja publicação a Empreza Graphica, em Natal, esmerou-se em dar-lhe a feição material das mais modernas das publicações congêneres. Ficou somente em um número, tal foi o acolhimento dispensado pelo publico letrado a um dos melhores almanaks publicados até hoje. Em 1904, dois moços cujo amor pelo seu torrão querido, excedia quasi aos seus esforços, davam na florescente cidade do Assu à luz da publicidade um pequeno almanak, que bem dizia os sacrifícios com que fora trabalhado. Ficou tambem, infelizmente, em um numero; e por que sabemos nós, a indiferença que se vota aos que procuram elevar o nível moral de sua terra, é a recompensa que se dá aos muitos sacrificios dos que trabalham luctando com todas as difficuldades para levar avante o ideal que embala os seus sonhares de moços. Portanto nós que jà contamos com os estímulos que mereceram os que nos precederam na idèa boa da publicação de um almanak, outra recompensa não almejamos alèm de vêr surgir de nossa terra, seja embora de qualquer recanto, um almanak, que vá dizer lá fora o nosso devotamento pelas letras pátrias. Tenhamos sempre a coragem de enfrentar a avalanche das indiferenças, forças para reagir contra as difficuldades que se nos depararem e serà realisado o nosso desejo. Aos patrícios a quem nos dirigimos solicitando auxilio para a realisação do nosso desiderato, muito agradecemos o valioso concurso intellectual com que abrilhantamos o nosso modesto annuario. Para o anno se nos permittirem as forças de que ora dispomos, daremos mais desenvolvimento e melhor feição material ao Almanak de Macau. O Director”

Obra: O Rio Grande do Norte na Guerra do Paraguai; Edição do IHGRN, 1951; Autor: Adauto Miranda Raposo da Câmara; Sebo Vermelho, 2008, Natal[RN]; Edição Fac-Similar. Mantendo o nordeste brasileiro como deposito de mão-de-obra, a elite brasileira veio buscar aqui os nordestinos que usaram como "bucha de canhão" contra os nossos irmãos paraguaios. Os macauenses também estiveram presentes na indevidamente chamada Guerra do Paraguai, que na verdade foi o massacre do povo paraguaio pelas elites brasileira, argentina e uruguaia sob o comando da Inglaterra. É uma página suja da nossa história. Claudio Guerra, dezembro de 2009.
Texto do professor Homero Costa na orelha do livro
A Guerra do Paraguai [1865-1870] foi um dos mais importantes episódios do Império [1822-1889] no Brasil. Sobre ele já existe uma expressiva fortuna critica, na qual se destacam, entre outros, os livros de Julio Chiavenatto, ‘O Genocídio Americano: a guerra do Paraguai, São Paulo, Brasiliense, 1979 e ‘A Guerra contra o Paraguai’, São Paulo, Ática, 1985; ... No entanto, ao que parece, são poucos os estudos sobre a participação das províncias brasileiras na guerra... No caso específico do Rio Grande do Norte, são várias as referências em livros que tratam da História do Estado, mas não existe nenhum estudo específico, como este que a Editora Sebo Vermelho em boa hora coloca à disposição dos leitores: ... Adauto Câmara foi integrante da Academia Norte Rio-Grandense de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, ... O livro foi resultado de ampla pesquisa na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, assim como em outras fontes e arquivos tanto no Rio de Janeiro, como no Rio Grande do Norte.
Com o inicio da Guerra do Paraguai, em 1865, houve a necessidade de se enviar tropas para as frentes de batalha e o governo imperial criou os Corpos de Voluntários da Pátria ... Adauto Câmara relata como se deu esse processo no Rio Grande do Norte, não desconhecendo a forma como o recrutamento era feito [nada tinha de voluntário] ‘os jornais do tempo relatam os horrores praticados no interior do país, por toda parte, em todas as províncias, para arrastar os pés-rapados à tarimba”.

Obra: Tecnologia e Desemprego: O caso da região salineira de Macau-RN; autor: Ademir Araújo da Costa; Coleção Humanas Letras; Coleção Vale do Assu; UFRN/CCHLA; Natal-RN; 1993; CDU 338:664.41 [813.2]; 142 p; Reprodução da Dissertação de Mestrado apresentada à UFRJ. Resumo Este trabalho procura estudar a modernização tecnológica ocorrida no parque salineiro Norte-riograndense, e em particular no de Macau-RN, identificando as principais fases desse processo modernizador, os impactos causados junto à população e as alternativas encontradas pela classe trabalhadora como forma de sobrevivência. Fundamentado em questões conceituais envolvendo a problemática analisada – Expansão do capital na produção salineira de Macau – o trabalho recorreu também a levantamentos de dados primários e secundários, que serviram para melhor explicar a realidade estudada. Constatou-se a existência de um alto índice de desemprego na região e a pauperização da sua economia a partir da referida modernização. Identificou-se também que a Região de Macau não ofereceu alternativas concretas de sobrevivência para essa população desempregada, já que as poucas que surgiram, na sua maioria, não conseguiram atenuar o alto grau de conflito social gerado a partir da modernização tecnológica do parque salineiro. 
Obra: A Marcha do Homem; Imperial Casa Editora da Casqueira; Macau, 1998. Outras obras: A Aurora Perdida [2001] e Poemas à Insônia [2004] Leia o belo texto da professora Lúcia Régio na contracapa do livro: “...permanentemente mergulhado num sonho, pela integração do seu mundo na interioridade essencial do HOMEM POETA, o autor une por exemplo, a poesia, o amor e a luta, numa aliança que jamais se quebrará, nem mesmo sob o peso das mais intensas desigualdades sociais, pois os seus poemas ainda que subjetivos e abstratos, exteriorizam sentimentos concretos adormecidos, ou não, nos subterrâneos da alma” Professora Lúcia Régio
Autor: Américo de Oliveira Costa Obras: Viagem ao Universo de Câmara Cascudo[1969]; A Biblioteca e seus habitantes [1970] [2ª ed 1982]; O comércio das palavras [1989]. A MINHA TERRA [*]
Américo de Oliveira Costa A minha terra é a mais linda... Tem um mar criança que canta saudades na praia morena... Um céu azul como não há outro pelo mundo... Triângulos brancos de morros de sal com velas de jangadas... A minha terra é simples e ingênua cheia de sol e cheia de luares... A minha terra é a namorada bonita da minha vida ... MACAU... [*] escrito em 1930.

Autor: Anfilóquio Carlos Soares Câmara, diretor do Departamento Estadual de Estatística Obra: Povoados do Rio Grande do Norte em 1943 e Populações Urbanas e Rurais, Publicação do Departamento Estadual de Estatística[órgão do IBGE], Natal, 1944, Oficinas do D.E.I.P. Edição fac-símile do Sebo Vermelho, Natal, 2009. p.8 “...o Rio Grande do Norte conta atualmente com 186 povoados, distribuídos pelas cinco zonas fisiográficas em que se divide o seu território, cuja área é de 53.067, 14 km2, com uma população de 773.681 habitantes. [Censo de 1940] p. 17 o gráfico aponta: Município: Macau com área de 1.040, 96 km2, com população de 13.196 habitantes; com os seguintes povoados: Barreiras, Bela Vista, Diogo Lopes, Guamaré e Salinópolis. Distrito de Macau: Independência, com área de 382,40 km2 e população de 6.555 habitantes, com os seguintes povoados: Alto do Rodrigues, Bamburral, Estreito e Tabatinga. 
Autor: Antonio Fagundes [Da Associação dos Professores], Obra: Leitura Potyguares, 1933, Natal. Edição fac-símile, Sebo Vermelho, Natal, 2009.
Prefácio: Quis com o presente trabalho prestar mais um concurso, modesto embora, á causa do ensino da minha terra. São trechos destinados à leitura dos Cursos Complementares do Estado. Não tive o intuito de homenagear os literatos norte-riograndenses; dahi a razão por que muitos delles foram afastados desta collectanea, alguns, mesmo com o renome firmado além das fronteiras do Estado mas cujos assumptos, por vezes palpitantes até, são, entretanto, vasados em linguagem elevada e fóra do alcance mental dos alumnos a que este livro se destina. O seu mérito reside effectivamente no valor literário dos conterrâneos que me emprestaram um pouco de sua mentalidade para a concatenação destas páginas. Si, porém, lograrem o fim a que eu as destinei, ter-me-ei por summamente compensado do esforço que despendi. A. Fagundes, Natal, abril, 1933 Obra com 60 textos sobre os mais diversos assuntos. Do interesse de Macau destacamos os textos: O Baixo-Assú, de Joaquim Ignácio, uma descrição detalhada do delta do rio; A pesca do voador, de Eloy de Souza; Qual é o Rio Grande do Norte?, de Nestor Lima, que levanta a hipótese de que o rio grande é o Rio Açu e não o Potengi [tese retomada pelo escritor Getúlio Moura na sua obra Um Rio Grande e Macau]; A carnaubeira, de Domingos Barros; A pesca do tresmalho, de Garibaldi Dantas; Heroes do mar [poesia] de Edinor Avelino e Os pescadores, de Eloy de Souza.
 Obra: Montanha Mágica Autor: Padre Antonio Murilo de Paiva Texto da orelha do livro pelo Padre Sabino Gentile
Tenho conversado com pessoas apaixonadas por escalar montanhas. Alguém me disse que para ele a montanha representa o lugar onde Deus mora. É nos lugares altos que as religiões constroem seus templos. É no alto do Olimpo que moram os deuses da mitologia grega. Foi no alto do monte Horeb que Elias viu a Deus. Foi no monte Sinai que Moisés experimentou Javé, o Deus preocupado com uma forma de convivência humana, que defende a vida. “Eu sou o Senhor que tira da escravidão...” Foi no alto da montanha que Jesus optou por um projeto de vida baseado na partilha, rejeitando o demônio da concentração de riquezas. É na montanha que proclama a nova lei: “felizes os fazedores da paz...” Foi dito aos antigos: não matarás. “Eu, porém, vos digo... Amai-vos uns aos outros com eu vos amei”. Pe. Murilo nos ensina aqui que Huila, em língua sangustiniana, significa Montanha Luminosa. Ali, nesses parques de Huila estão guardadas as lembranças e os sonhos dos ancestrais. A montanha, então, passa a ser símbolo de saudade e de esperança. Esperança de que não haja mais mortes. Esperança de transfiguração. Esperança que nos impele a descer da montanha e aplainar caminhos, “porque o Reino está próximo”, diria João Batista. Não precisa colocar Deus nas coisas, nos lembra Pe. Murilo. É preciso somente descobri-lo nelas. Toda revolução é marcada pela poesia. A tarefa do poeta é cantar a indignação pelo massacre inútil e cruel de tantas vidas e provocar o sonho da utopia [em grego: “o topos” = a montanha]: é possível realizar a ultrapassagem para uma vida de irmãos e irmãs. Este caderno de vida do Pe. Murilo haverá de estimular no leitor a vontade de ver a luz que está em cada um dos que vivem ao seu redor. Obrigado, Pe. Murilo!

Autor: Aparício Fernandes Obras: Obra completa de Aparício Fernandes [1983]; Macau: canto de amor e saudade [1984] Autor: Joaquim de Araújo Filho Nasceu em Macau[RN] em 04/12/1885. Filho de Joaquim de Araújo e Rosa W. Caldas de Araújo. Exerceu o comércio e a função de guarda-livros [contador] em Recife[PE]. Obras publicadas: Livro de Elza [1907]; Euchologium [1913]; Citharedo [1915]; foi colaborador dos jornais de Recife e do jornal A União da Paraíba. Foi redator do Heliopolis e diretor da revista de artes e letras Vida Moderna. Obs: dados extraídos da obra Poetas do Rio Grande do Norte, de Ezequiel Wanderley. 
Macau, de Aurélio Pinheiro Trechos do ensaio do escritor Américo de Oliveira Costa sobre autor e obra incluído na edição Coleção Nordestina da Editora da UFRN em 2.000. “Em 1907, Aurélio Pinheiro concluiu na Bahia o curso de Medicina. Regressando ao seu Estado, não se fixou em Natal. Rumou para o interior, Macau, onde residiam seus parentes mais próximos. Aí clinicou, e também em Areia Branca, onde foi médico da Saúde do Porto. É a fase em que colaborou assiduamente em O Mossoroense, tradicional órgão da zona Oeste.” “Eis alguns detalhes da fase macauense de Aurélio. O ambiente da cidade provinciana, às voltas com a sua pequena humanidade municipal, a mesma, sem dúvida, em toda parte, nas suas características de relações sociais, intrigas, jogo de miúdos interesses, - - esse ambiente deverá ter influído no ânimo do escritor, em tédio, cansaço, por vezes irritação, pela estreiteza, pelo vazio, talvez, por esses dias, já lhe andasse pelo espírito a idéia de um romance. Esse romance, porém só virá à luz em 1926, e sem quaisquer menções ao tempo de sua composição. Macau, como o próprio nome o indica, é o romance de uma cidade do nosso Estado. Será melhor dizer, de resto, numa cidade de nosso Estado. Pois há nele, simbolicamente, um ar específico de ambiente provinciano, capaz de ser verificado noutras áreas urbanas de condições semelhantes. Particularidade, mesmo, da velha cidade litorânea, há, apenas, além das referências a subúrbios, salinas, o aterro, ruas, praças e edifícios característicos, a fisionomia de certos tipos e personagens cujos nomes de ficção não chegam a impedir o reconhecimento dos seus nomes civis ou de batismo. Seu romance Macau será disso um nítido testemunho” Aurélio Pinheiro nasceu em São José do Mipibu em 28 de janeiro de 1882 e faleceu em 17 de novembro de 1938, em Niterói. É autor de várias obras dentre elas, O desterro de Umberto Saraiva e Gleba Tumultuária – Cenas e Cenários do Amazonas.

 
O poeta Benito Barros com Marize Castro em Natal. Além do nome: Benito Barros, por Marize Castro
Um gato esquálido e insone, meio rude, cambaleando na bica do tempo ou uma normalista, com sua saia plissada e os seus seios saltando do sutiã? Quando se trata de Benito Barros, as duas alternativas estão corretas. Desde o início, desde Cemitérios de pipas, o primeiro livro de poemas, o poeta avisou: Poetar desengravida-nos de espantos. Após alguns anos sem vê-lo, é assim que vou encontrá-lo, desespantado, no Canto do Mangue, na Barraca do Pernambuco, numa de suas vindas a Natal. Sou das marés, afirma Benito enquanto toma a primeira cerveja do dia. Marize, não sou poeta, insiste o poeta. Por entre peixes, pescadores, lembranças, odores, embarcações, conversamos. Em algum momento escutei: É um barco antigo minha alma. Eram os olhos de Benito Barros que falavam. [Tribuna do Norte – Caderno Viver – 6 – 30 de setembro de 2001] 
Macauísmos - A história através dos becos marginais A partir da construção de uma aparente “babel” de acontecimentos, onde nem o tipo nem a cronologia dos mesmos foram obedecidos, desconstrói a história de Macau retirando aqui o reboco, ali meia dúzia de tijolos já despidos ou então uma parede inteira acolá, e com isso vai desvelando a verdadeira história da cidade feita por coronéis, padres, operários, bacharéis, miseráveis, prostitutas, marginais de toda espécie e poetas,... belos poetas! E pelas páginas vão desfilando os fatos trágicos, cômicos, profanos, sagrados, garimpados em livros, jornais, livros de registros de processos civis, atas da Câmara Municipal ou outros documentos que ainda resistem para contar a história deste pedaço salgado de terra. É justamente esta falta de “arrumação” que torna a obra instigante e parideira de dezenas de outras que a imaginação de cada um possa criar a partir dos relatos que contém. Nesse sentido, os lugares e os falares são apenas pretexto para o autor mostrar através de “flashes” a realidade. A dura e crua realidade de uma urbe baseada num único e cruel tipo de atividade: a extração do sal marinho. Cruel pelas condições de trabalho a que estavam submetidos os operários e mais tarde, desgraçadamente cruel pela negação e supressão desse mesmo abominável trabalho, através da mecanização das salinas e do transporte, o que causou o desemprego de milhares de trabalhadores. Cenários que contam a vida da cidade. Mário de Andrade registrou a “violência mucuda do sol e do vento”. O cotidiano simples devassado, revelado em vários ângulos. O pitoresco do povo retratado de várias formas. Aqui e ali incidentes obscenos ou contrários à ordem estabelecida. Sentimos a pulsação da cidade. Ela está agitada em 1951. Que emoção sentiu José Ribamar que gritava palavras de ordem em favor dos sem terra e que para evitar ser preso se envolveu na bandeira nacional? E que orgulho deve ter tido a autoridade que nesse mesmo entrevero apreendeu e quebrou cartazes com “queremos liberdade”? E porque nesse ano, protestar conduzindo um cartaz com os dizeres “queremos água” rendia ao portador uma intimação judicial sob a acusação de estar fazendo propaganda comunista? A precariedade da vida está retratada em vários instantâneos. Até a década de 60 era o império da faca peixeira. São pessoas que vivem em situação limite, como a prostituta Licomédia, assassinada por ciúmes ou José Carvalho, assassinado por Pedro Corcundo numa briga de cabaré. Vidas perigosas e repletas de aventuras. Pessoas comuns, personagens marginais que marcaram em épocas distintas sua vida na cidade: Pintinha, Badalada, Maria Carne de Porco, Dedé de Lúcio, Jorge Perninha, Tributino, Alfredo Mulatinho, estes fizeram parte da história. Fantasias, desejos proibidos, delírios pecaminosos. O sexo sempre presente. Prostíbulos, desvirginações. O sol dos trópicos fazendo arder, inflamando, levando o “pecado” a cada beco. O sal temperando a sexualidade. Sensualidade picante explodindo. Terra em eterno cio. No ano de 44, Raimundo Safadinho diria que se tratava de inocente festinha à acusação de promover bacanais em sua residência. Em 1961 o jornalista Ewaldo Dantas da Folha de São Paulo afirma: “Em Macau, onde praticamente não há ódios porque os sofrimentos abafam tudo.” O belo e amargurado soneto de Olda Avelino, que lembra Florbela Espanca, parece confirmar o jornalista: “Voaste branca, sem levar saudade, Se eu tivesse morrido em tua idade, Não contemplara, no passar dos anos, Cheia de mágoa, que acabrunha e prostra, Em cada quadro que o destino mostra O fantasma cruel dos desenganos.” O universal permeia toda a obra. Os fragmentos dão forma e unidade. Dizer parabéns é pouco, mas dizer mais ao irascível escritor é provocá-lo a destampar a sua inesgotável coleção de palavrões. Aguardamos agora os filhotes desta obra. Mãos à obra, Benito, “a luta é titânica”. Claudio Guerra, texto publicado na Folha de Macau, Ano I, Nº 10, outubro/1997. 
O Sindicato do Garrancho, de Brasília Carlos Ferreira, Coleção Mossoroense, volume 1014, Mossoró, 2000. Apresentação do livro pela autora. Trabalhadores e Sindicatos: Passado e Presente Este livro fala da luta dos trabalhadores nas salinas de Mossoró para organizar seu sindicato, o “Sindicato do Garrancho”. Eram os anos 30, Getúlio Vargas chegara ao poder e promulgava a lei de sindicalização. Os trabalhadores acreditaram em tempos novos e tentaram fundar um sindicato, mas descobriram que não seria uma tarefa fácil. ... Tempos sombrios! Ontem? Aquele em utopias acalentavam os sonhos de homens e mulheres em busca de realizar sua existência negada pela exclusão social? Em que se devotava a liberdade, homens transmutados em heróis, Chico Guilherme, Bangu, Manoel Torquato, Joel Paulista, Alemão e tantos outros, com ou sem nomes, criando o espaço social para escrever com palavras e atos o evangelho da dignidade do trabalhador. Utopias? Incluímos esta obra em razão do assunto pesquisado. Apesar da autora não ter se aprofundado na pesquisa referente a Macau, que sempre foi a região das maiores salinas e do maior número de trabalhadores na atividade, o tema está ligado diretamente à luta sindical e política da região de Macau. A propósito, o jornal de Macau de 11 de agosto de 1917 noticia um “protesto operário contra a carestia da vida” organizada pela Liga e Centro Operário. Equipe baú de Macau 
Obra: Cidadãos off-line e o Lixão do Maruim de Macau; Autor: Claudio Guerra; O baú de Macau - editora e artes; 2010; Natal[RN]. O problema da destinação final do lixo e a busca de um ambiente saudável sempre foi uma preocupação dos macauenses. Entretanto, parece não ter sido o dos poderes republicanos: o executivo não faz, o legislativo não fiscaliza e o judiciário não avança. A Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal gravou entrevista no dia 6/7/2010 com o escritor Claudio Guerra e com o magistrado Dr. Marcus Vinícius Pereira Junior. O fato da sentença judicial sobre o lixão do Maruim ter virado livro foi o que chamou a atenção da Rádio Justiça. O programa vai ao ar em agosto próximo e poderá ser ouvido no site da Radio Justiça. 


Autor: Claudio Antonio Guerra; Obra: Contos do Pontal do Anjo; Editora: O baú de Macau – editora e artes; 2010, Natal[RN].
São histórias colhidas na região de Macau, Rio Grande do Norte, mais exatamente nos povoados praieiros que fazem parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão. Os dois primeiros contos foram escritos na década de 80 e adaptados para o teatro pelo diretor Véscio Lisboa [Subhadro] na década de 90. A peça foi apresentada nas cidades da região do vale do Assu e em Natal. O terceiro conto não compôs a peça e foi incluído agora quando da publicação do livro. O fantástico – sempre presente na vida dos moradores da região - - está presente em todos os contos.
REVISTA CAROS AMIGOS – EDIÇÃO DE JUNHO DE 2009. Para quem se interessa pela história recente desse mesmo povo brasileiro e pelas irracionalidades do capitalismo, é útil examinar “Alcanorte, da farsa às cinzas”, de Cláudio Guerra, edição do Sebo Vermelho de Natal, sebovermelho@yahoo.com.br. Narra a história de “patifarias” da construção, inacabada após mais de três décadas, da Fábrica de Barrilha da Álcalis do Rio Grande do Norte S/A no istmo de Macau, uma “história de dumping”, de “ataque à nossa soberania” e de “irresponsabilidade com o dinheiro do povo, aqui concretizada com o abandono da fábrica, o engodo da privatização e a ‘doação’ para os operários quando só restavam cinzas”. O desperdício, segundo Guerra, foi de 500 milhões de reais. Coluna de Renato Pompeu – Revista Caros Amigos – edição de junho de 2009.
www.nomomento.com COISAS DA POLÍTICA Antônio Capistrano E-mail: antoniocapistrano@nomomento.com
Alcanorte, uma história escabrosa
Li o trabalho de Cláudio Guerra, “Alcanorte, da farsa às cinzas”, Sebo Vermelho - 2009. Uma boa pesquisa, um excelente trabalho, fique alegre com a sua publicação, é um estudo que estava faltando sobre a obscura história da Alcanorte. Cláudio traz a tona esse tema que a imprensa, não só a nossa, mas, e, principalmente a grande imprensa nacional, teima em deixar de lado. Faz 33 anos que o governador Tarcisio Maia e o ministro de minas e energia, da época, fizeram o descerramento de uma bandeira branca com o nome da Alcanorte em vermelho, na cidade de Macau. O Diário de Natal publicava, no dia 23 de outubro de 1976, a seguinte manchete “Agora sim. Fábrica de Barrilha vai se tornar realidade”. Até hoje a fábrica não foi concluída, mas já consumiu cerca de R$ 500 milhões de reais dos cofres públicos, resta, no local, um esqueleto, um verdadeiro elefante branco. Cláudio Guerra denomina esse esqueleto erigido à beira do istmo da ilha de Macau de monumento à insensatez do capitalismo e ao poder do dumping, um verdadeiro ataque a nossa soberania. “Alcanorte, da farsa ás cinzas”, merece ser lido, principalmente pelos formadores de opinião.
Diário de Natal – Economia - Natal, sábado, 18 de Abril de 2009.
Fábrica de barrilha - “Da farsa às cinzas”
Natural de São Paulo, o hoje escritor Cláudio Guerra veio morar no Rio Grande do Norte em 1981. Desembarcou direto em Macau, onde assumiu um cargo no Banco do Brasil. Logo de cara, percebeu as torres e grandes prédios da Álcalis do Rio Grande do Norte S/A, a Alcanorte. Atraído pela construção robusta, e principalmente por não ver funcionar um dos maiores investimentos do estado, Guerra começou a pesquisar. Saiu de Macau em 2000, mas mesmo depois disso se dedicou ao projeto de escrever um livro contando a história da Alcanorte. ‘‘A Companhia era, para o povo de Macau, a redenção. Hoje só restaram cinzas’’, critica. Na opinião do escritor, que lança hoje o livro ‘‘Alcanorte, da farsa às cinzas’’, no Sebo Vermelho, às 10 h, uma política de dumping praticada pela American Natural Soda Ash Corporation (Ansac), norte-americana que detém o monopólio da produção de barrilha no mundo, impediu o desenvolvimento da Alcanorte. Nesta entrevista exclusiva ao Diário de Natal, ele conta os achados de sua pesquisa e suas impressões sobre o elefante branco que agora, ao que parece, vai funcionar. Diário de Natal: Como surgiu a idéia de escrever um livro sobre a Alcanorte? Cláudio Guerra: Cheguei em Macau em 1981 para ocupar um cargo no Banco do Brasil. Quando cheguei lá, a primeira visão que tive foi de uns prédios enormes, umas construções grandes. Aquilo me chamou atenção logo de início e depois fui me inteirando do que era. A última previsão que haviam dado era que iria funcionar em 1982. Nesse tempo fui me interessando, porque para toda a cidade aquilo era a redenção. Terminei o livro em janeiro de 2008, mas só consegui publicar agora. A conclusão que cheguei é que o dumping da Ansac foi o que impediu o funcionamento da fábrica. Mas, para haver esse dumping, eles tinham outras ligações aqui que eles chamavam de forças estranhas. Quase todos os ex-presidentes da Alcanorte falavam nessas forças. A Ansac, não só no Brasil, mas no mundo todo, impede o funcionamento de fábricas de barrilhas, porque ela quer ter o controle do mercado. E por que esse título? Muita gente diz que a Alcanorte é uma farsa. O general Ernesto Geisel, que na época era o ditador, mesmo sabendo que a Alcanorte não tinha condição de dar rentabilidade, a manteve só para ter uma ligação política na região Nordeste. Por isso dizem que é uma farsa. E as cinzas é porque foi só isso que sobrou para o povo de Macau. O senhor acredita que essa prática de dumping foi realmente o motivo para a Alcanorte não funcionar? Foi falta de empenho político também. Vários presidentes do CNA disseram que faltou empenho político no Rio Grande do Norte. E faltou a população cobrar também. Quais eram os números da Alcanorte naquela época? Ela tinha capacidade de produção de 200 mil toneladas e ia gerar cinco mil empregos diretos e indiretos. A Alcanorte sempre demonstrou que foi rentável. Os levantamentos técnicos sempre mostraram que era. Hoje, acho que ela seria capaz de oferecer 800 empregos diretos. Como foi o processo de escrita do livro? Eu pesquiso desde 1998. Já tinha um esboço do livro, mas faltavam alguns documentos importantes, inclusive o do contrato de privatização, que foi uma verdadeira tramóia, porque eles praticamente deram a fábrica para um empresário do Rio de Janeiro. Mas a escrever mesmo eu comecei em 2007, só que desde 2000 eu já preparava o livro com uma grande pesquisa.
Na sua opinião, por que a Alcanorte nunca entrou em operação? Por causa do dumping, principalmente da Ansac. Ela já fechou uma fábrica na Colômbia, a Alco, e estava tentando fechar uma na Argentina, a Alpat. A pressão para que ela não funcionasse foi muito grande. A Alcanorte passou por um processo grande de desacreditação.
Como era a estrutura antes, quando o senhor viu a primeira vez, e como está agora? Eu lembro que na época ela tinha 90% da construção civil pronta e o maquinário estava sendo instalado. Hoje, apesar de Macau estar numa região de sal, as máquinas não sofreram com a salinidade e estão intactas, completamente perfeitas. (LA)
http://www.defato.com/roberto.php //Jornal De Fato Coluna de Roberto Guedes //MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 18/04/2009 (ATUALIZADO: 00:55hs)
Livro expõe a destruição da Alcanorte O lançamento hoje, sábado, em Natal, de um livro sobre um empreendimento que tinha tudo para ser o começo da redenção econômica do Rio Grande do Norte e foi levado ao fiasco por forças locais, a fábrica de barrilha em Macau, me força a abrir espaço aqui para um texto em que o colega Paulo Augusto, oriundo do Oeste, focaliza a obra e seu tema. Encimado pelo título "A história da Alcanorte, para que não se repita", o texto circula desde ontem na internet. Ei-lo: Um enredo digno dos melhores filmes de espionagem, no estilo 007, ou das obras políticas em forma de documentário do cineasta Michael Moore, compreende o conteúdo do livro "Alcanorte, da Farsa às Cinzas", que o economista Cláudio Guerra lança na manhã deste sábado, dia 18, no Sebo Vermelho, em Natal. Passados 32 anos, a fábrica ainda não foi concluída, embora eventualmente sua carcaça, na entrada de Macau, ganhe vida e as manchetes das editorias políticas e de economia da imprensa local, através de pessoas bem relacionadas com o governo do Estado e com a corte, em Brasília, com o intuito de fazer o escombro render mais alguns dólares, além da formidável montanha de dinheiro que ela já produziu para os bolsos mais privilegiados. Desde que foi prometida e teve suas fundações lançadas, pelo então governador Tarcísio Maia, em 1976, a delirante fábrica de barrilha já consumiu - e portanto subtraiu dos orçamentos do Estado e do bolso dos potiguares - cerca de R$ 500 milhões de reais, parte deles no esqueleto erigido à beira do istmo da ilha de Macau, e que ali permanece, como um monumento à "insesatez do capitalismo", como assinala Cláudio Guerra. Para os que conhecem a história da fábrica de barrilha e seus desdobramentos cinematográficos, na melhor linhagem dos filmes da Máfia, vale a pena adquirir o livro de Cláudio Guerra, pela riqueza de detalhes ali agrupados, de forma sistemática e explicativa. A obra, finalmente, torna intelegível os golpes que se sucederam ao longo desses 32 anos, enriquecendo e financiando a vida luxuosa de figuras nababescas, que se aproveitaram de um esquema montado com maestria, a fim de sorver dinheiro fácil pelos dutos sempre abertos dos governos estadual e, principalmente, federal. Na apresentação da obra, diz Cláudio Guerra: "Esta é uma história de ‘dumping1. Uma exemplar história do ataque à nossa soberania. É também a história da irresponsabilidade com o dinheiro do povo, aqui concretizada com o abandono da fábrica, o engodo da privatização e a ‘doação’ para os operários quando só restavam cinzas." Para escrever essa epopéia de cunho mafioso, onde o que não falta são espertalhões, na pessoa de elementos absolutamente desprovidos de escrúpulos e de integridade moral, Cláudio Guerra mergulhou, com paciência e método, em milhares de documentos velhos e embaralhados, contando a história de uma vila com moradores inadimplentes e contas pendentes, uma estrutura de US$ 170 milhões parada há mais de 30 anos e uma dívida que, só no âmbito estadual, já ultrapassava os R$ 300 milhões alguns anos atrás. "O palco desta tragédia, Macau, Rio Grande do Norte, é uma das regiões mais ricas do Brasil pela abundância de petróleo, gás, sal e pescado e apresenta um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano do país", diz Cláudio Guerra que, na obra, revela e desmonta toda a estrutura do golpe da álcalis e da barrilha, dentro de um quadro político e econômico que, ao lado das intrigas internacionais, por conta dos conflitos dos cartéis, quando entram em cena a Ansac - American Natural Soda Ash Corp, sem esquecer de uma figura digna dos melhores películas que retratam a máfia e a Cosa Nostra: José Carlos Fragoso Pires, um escroque de nível internacional que tem participação fundamental na destruição deste sonho dos norte-rio-grandenses. A história desse golpe precisa ser do conhecimento da maioria dos potiguares, sendo uma necessidade ensiná-la e discuti-la nas salas de aula das escolas públicas e privadas do nosso Estado, já que revela todo o entranhado histórico de patrimônios como o Bandern e BDRN, uma história que pode se repetir a qualquer momento, e que tem suas consequências bem ligadas à vida de cada um de nós, que aqui vivemos. Site: www.anabb.org.br [Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil]
Nome do livro: ALCANORTE, da farsa às cinzas//Autor: CLAUDIO GUERRA Editora: Sebo Vermelho Edições //Registro no ISBN: 978-85-909130-0-9 Formato: 14 x 21,7 cm//Número de páginas: 158 Resenha do livro: “O descerramento de uma bandeira branca, com o nome da Alcanorte em vermelho, às 11h25 minutos foi feito pelo ministro, que estava vestindo calça creme, camisa azul de quatro bolsos e calçando sapato preto. E pelo governador Tarcisio Maia, vestido também de calça creme, camisa listrada de branco e preto e calçando sapatos marrons”. Foi assim, com todos estes detalhes do figurino da época, do “Brasil, ame-o ou deixe-o”, que o jornal Diário de Natal do dia 23 de outubro de 1976 com a manchete “Agora sim. Fábrica de Barrilha vai ser tornar realidade”, noticiou a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da fábrica de barrilha. Passados 32 anos, a fábrica não foi concluída, mas já consumiu cerca de R$500 milhões de reais, parte deles no esqueleto erigido à beira do istmo da ilha de Macau que está ali como um monumento à insensatez do capitalismo. Esta é uma história de “dumping”. Uma exemplar história do ataque à nossa soberania. É também a história da irresponsabilidade com o dinheiro do povo, aqui concretizada com o abandono da fábrica, o engodo da privatização e a “doação” para os operários quando só restavam cinzas. Permeando a história em todos esses anos, as chamadas “forças estranhas”, que não deixaram o projeto prosperar. O palco desta tragédia, Macau, Rio Grande do Norte é uma das regiões mais ricas do Brasil pela abundância de petróleo, gás, sal e pescado e apresenta um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano do país. Coisas do capitalismo! www.revistaoberro.com.br
Livro: ALCANORTE, da farsa às cinzas //Autor: Claudio Guerra//Editora: Sebo Vermelho, Natal[RN]
A maioria das pessoas só conhece a barrilha [álcalis] na sua forma mais singular: sua utilização em piscinas. Pouca gente sabe que o produto é matéria prima básica da indústria vidreira e utilizada em grande escala na indústria química, têxtil, metalúrgica e siderúrgica. O produto é tão importante que no Brasil, desde 1917, o governo discutia a implantação de uma fábrica de barrilha, só concretizada na década de 60 [Cia Nacional de Álcalis no RJ], em razão do secular “dumping” que impede o surgimento de outras fábricas no mundo. Hoje, quem domina o mercado é a ANSAC, empresa localizada nos EUA, cuja história o jornalista Luiz Nassif contou na Folha de São Paulo em 1994. A segunda fábrica de barrilha do país, a Alcanorte, no Rio Grande do Norte, ainda não decolou e a CNA fechou suas portas agora em 2006. Hoje a barrilha é totalmente importada.
O livro “ALCANORTE, da farsa às cinzas”, de Claudio Guerra, fala dessa história. Ele mostra como foi gasto cerca de R$500 milhões de reais do dinheiro do povo para não produzir nada. A fábrica, criada em 1974 pelos militares que controlavam a empresa, uma vez que a barrilha era considerada um produto de “segurança nacional” [fabricação de explosivos] deveria funcionar em 1980. Apesar de nunca ter produzido 1 quilo de barrilha, consumiu recursos do erário e serviu como moeda de troca dos militares com os “coronéis” do nordeste, como foi o caso de Tarcísio Maia, pai do senador José Agripino [DEM-RN], presidente da empresa por muitos anos.
Depois veio Collor e a privatização. Essa história da privatização da CNA e Alcanorte foi contada pela jornalista Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa, que mostrou como um patrimônio do povo brasileiro foi parar nas mãos do empresário Fragoso Pires {Jóquei Club do Rio], por obra e graça de PC Farias.
Por último, as empresas foram “doadas” aos empregados em troca do passivo trabalhista. A doação é irregular segundo o BNDES, credor do grupo Fragoso Pires. Para completar o enredo trágico, hoje dois grupos de empregados disputam o controle das empresas. O livro fala sobre tudo isso. Câmara Municipal de Natal 29/4/2009 REQUERIMENTO Nº. 1194/2009- VER. GEORGE CÂMARA – PC do B ASSUNTO: - Votos de congratulações ao Senhor Cláudio Antônio Guerra, pelo lançamento do livro “Alcanorte da Farsa às Cinzas”. 
Ninguém para a Coréia - romance; Fábrica de Livros e Scortteci Editora - São Paulo[SP]
www.anabb.com.br ANABB – Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil Resenha do livro: O romance foi construído a partir de um Auto de Prisão ocorrido na década de 50 em Macau [RN], quando salineiros e estivadores reivindicavam “Liberdade Sindical”, “Terra para os camponeses”, “Ninguém para a Coréia” [contra a invasão dos EUA]. É, sem dúvida, um belo momento do internacionalismo proletário que ganhou o mundo na luta pela paz mundial. Obra: Pelo direito de ser bonsai ANABB – Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil - www.anabb.com.br Resumo: O livro trata sobre a condenação da rádio comunitária de um pequeno município nordestino, com base numa lei da ditadura. A expectativa dos cidadãos que atuam nas rádios comunitárias por todo o país é que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação marcada para dezembro próximo resulte, dentre outras coisas, no encaminhamento de um novo marco regulatório para o setor de comunicações. mineiropt.com.br] Boletim Eletrônico | nº 35/2009 - 01.10.2009
LITERATURA - Lançamento do livro O direito de ser bonsai será em Macau A história da rádio Oficina Comunitária FM 93,3 - Solidariedade é o tema do livro "O direito de ser bonsai", de Cláudio Guerra. A editora O Baú de Macau faz o lançamento hoje, na sede da rádio. Saiba mais no site O Baú de Macau nominuto Roberto Guedes Bonsai - A Comunidade Norte-rio-grandense de Defesa da Cidadania lança nesta quinta-feira, 1°, hoje, às 19 horas, em Macau, o livro "Pelo Direito de Ser Bonsai", do economista e historiador Cláudio Guerra, que conta a história da 93.5 FM Rádio Solidariedade. O livro trata da luta das rádios comunitárias contra os barões da mídia. www.cartaoberro.com.br Pelo direito de ser bonsai O livro trata sobre a condenação da rádio comunitária de um pequeno município nordestino, com base numa lei da ditadura. A expectativa dos cidadãos que atuam nas rádios comunitárias por todo o país é que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação marcada para dezembro próximo resulte, dentre outras coisas, no encaminhamento de um novo marco regulatório para o setor de comunicações. Claudio Guerra, da equipe baú de Macau é homenageado pelo Partido Comunista do Brasil. O texto é de Mery Medeiros e a publicação teve o apoio do vereador natalense George Cãmara, do PCdoB. 
Texto: O Precário Equilíbrio: renda e condições de vida no município de Macau Autora: Clotilde Santa Cruz Tavares Excerto da Introdução - “Neste artigo serão expostos os resultados preliminares de um dos aspectos do estudo “Perfil sócio-econômico do município de Macau-RN”, ora sendo desenvolvido por um grupo de pesquisadores ligados a esta Fundação. Além de proporcionar um melhor conhecimento da realidade do Rio Grande do Norte, o estudo das condições de vida da população fornece subsídios a outros trabalhos e contribui, de alguma forma, para a melhoria do nível de vida, na medida em que levanta questões e estabelece correlações pouco perceptíveis à primeira vista.”
Trecho do romance “A Ordem da Rosa Branca – o enigma do anel”, de Daniel Násser “O Beco das Quatro Bocas é a mais famosa zona de bares, casas de jogos de azar e bordéis da cidade de Macau. Ninguém da sociedade freqüenta o lugar afamado, tanto por suas memoráveis balburdias e homéricas brigas, que muitas vezes findavam-se com a trágica morte de um dos envolvidos, como por suas sedutoras mulheres de beleza e ferocidade ímpares. Era este reino de perdições e trapaças tudo o que Tributino conhecia, era o seu mundo e os limites de seus horizontes.” p.125 .
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